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Morreu o icónico designer Karl Lagerfeld

KARL LAGERFELD MORREU HOJE AOS 85 ANOS. DEDICOU TODA A SUA VIDA À MODA. FOI EM 1949 QUE SE APAIXONOU PELO MUNDO DA MODA QUANDO ACOMPANHOU A SUA MÃE A UM DESFILE DA DIOR. INICIOU A SUA CARREIRA EM 1955 COMO ASSISTENTE DE PIERRE BALMAIN MAS NA DÉCADA DE 1980 MUDA-SE PARA A FAMOSA CASA CHANEL ONDE PERMANECEU 36 ANOS.

19.02.2019 por Célia Figueiredo

O designer alemão Karl Lagerfeld morreu esta manhã, aos 85 anos, em Paris, avança a revista francesa Paris Match. Segundo a revista, o designer tinha sido hospitalizado de urgência no Hospital Americano de Paris esta segunda-feira e já tinha faltado ao último desfile da marca de alta-costura Chanel. Na altura, a Casa avançou, em comunicado, que Lagerfeld estava a sentir-se cansado.

Era conhecido pela imagem de marca que mantinha há largos anos: cabelo branco, óculos escuros e roupa de cor negra e fez sucesso no mundo da Moda pelo seu talento. Iniciou a sua carreira como assistente de Pierre Balmain, em 1955 e foi o rosto da Moda de autor e de luxo da era pós-costureiros e atingiu o máximo da sua carreira quando chegou à direção da mais emblemática das “maisons de mode”, a Chanel, em 1983. Aí dizia trabalhar 16 horas por dia, mas muito feliz por o fazer, e prova disso foram os 36 anos que aí permaneceu. Lagerfeld era diretor criativo da Chanel e da Fendi, além de ter a sua marca de Moda em nome próprio.

Para Lagerfeld, desenhar era respirar, “então, se eu não posso respirar, estou em apuros”, brincou com os jornalistas que ficaram impressionados com sua inesgotável ética de trabalho e a sua insistência de que nunca se aposentaria.

O seu incrível sucesso como designer e, seguindo a sua lógica, a fortuna das empresas para as quais trabalhou, devia-se, pelo menos em parte, ao distanciamento intencional de Lagerfeld do lado comercial da Moda. Segundo o designer, nunca discutiu os números das vendas ou orçamentos com a administração. “Eu sou um pistoleiro, no meu próprio negócio”, disse Lagerfeld numa entrevista à BBC, observando que os seus contratos com a Chanel e a Fendi permitiram que ele fizesse o que quisesse. “Eu trabalho a minha própria marionete, o meu próprio boneco”, disse ao The New York Times. “É algo que eu controlo”. Essa liberdade extraordinariamente rara das restrições da responsabilidade financeira permitiu-lhe fazer continuamente roupas que inspiravam os consumidores a sonhar. “Criamos um produto que ninguém precisa, mas as pessoas querem-no”, disse.

Karl Otto Lagerfeld nasceu em Hamburgo, Alemanha, a 10 de Setembro de 1933 e as causas da sua morte ainda não são conhecidas.

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