O AÇÚCAR É CONSIDERADO COMO O VENENO DO SÉCULO XXI. O SEU CONSUMO EXCESSIVO É RESPONSÁVEL PELO DESENVOLVIMENTO DE DIVERSAS DOENÇAS, MAS ESTÁ PRESENTE EM QUASE TODOS OS PRODUTOS À VENDA NOS SUPERMERCADOS. A SOLUÇÃO É OPTAR POR ALTERNATIVAS MAIS SAUDÁVEIS. SAIBA QUAIS.

31.07.2018 por Célia Figueiredo

Pode parecer demasiado chocante, mas há especialistas que afirmam que o açúcar é o veneno do século XXI. Estudos recentes “comprovam que o açúcar branco refinado é o alimento de eleição das células cancerígenas”. Não há dúvidas que o açúcar é um produto altamente viciante e responsável pelo desenvolvimento de diversas doenças como a diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares, cancro ou fígado gordo.

Sem nos darmos conta, o açúcar está presente em quase todos os produtos que vemos à venda nos supermercados, incluindo bolachas, bolos, cereais, iogurtes, refrigerantes, enlatados e muitos sumos que se dizem naturais. É preciso perceber que “ser natural” não quer dizer, necessariamente, que o consumo desse produto esteja livre de efeitos indesejáveis. A verdade é que o açúcar faz falta e é uma das principais fontes de energia do organismo. Confuso?! É que o grande veneno é o chamado açúcar simples, livres ou vazios (a glicose e a frutose que formam a sacarose ou o açúcar de mesa) e que nos dão somente calorias sem adicionarem qualquer outro valor nutricional. Ou seja, ao consumir este tipo de açúcar está a consumir as calorias sem se obterem as vitaminas, os minerais, as proteínas ou as fibras necessárias ao bom funcionamento do organismo. O segredo, como em quase tudo, é a moderação. Devemos evitá-lo sempre que possível, mas se não quer abrir mão do sabor doce então opte pela sua substituição. Quando se trata de alternativas para substituir o açúcar refinado, é possível recorrer a opções que possuem menos calorias e menos efeitos prejudiciais. Tome nota.

Stevia
A stevia é um adoçante natural extraído das folhas da planta Stevia rebaudiana Bertoni, com 40 a 300 vezes o poder adoçante da sacarose, não sintético, ao contrário do ácido clicâmico, o aspartame ou a sacarina. O código E960 e/ou a designação de glicosídeos de esteviol identificam este aditivo nas embalagens dos produtos alimentares.

Até prova em contrário, os glicosídeos de esteviol são seguros, o que não significa que possam ser utilizados indiscriminadamente. A Dose Diária Admissível (DDA) foi fixada pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos em 4 mg/kg de peso corporal.

Xilitol
O Xilitol é um adoçante natural que é extraído a partir de plantas, frutas e vegetais, com baixo índice glicémico. Tem sido utilizado como um adoçante desde a década de 1960 e está a ganhar popularidade mundial, especialmente nos EUA e na Ásia. O seu grau de doçura é similar ao do açúcar. Pode ser utilizado para adoçar bebidas quentes e frias, frutas, cereais ou para cozinhar. É uma excelente opção para uma dieta equilibrada, e é adequado para diabéticos.

Eritritol
O eritritol é quimicamente semelhante ao xilitol, mas contém apenas 0,24 caloria por grama, ou seja, apenas 6% das calorias do açúcar. O eritritol, um poliol (álcool de açúcar), ocorre naturalmente em frutas como peras, melões e uvas, bem como em alimentos como cogumelos e outros derivados de fermentação, como vinho, queijo e molho de soja. O eritritol é um pó cristalino branco com um gosto doce sem resíduo, semelhante à sacarose. Desde 1990, o eritritol é produzido comercialmente e adicionado a alimentos e bebidas para fornecer a doçura e também melhorar o sabor e a textura.

Açúcar de coco
O açúcar de coco é extraído da seiva do coqueiro. O açúcar de coco é não-processado, não-adulterado, não-filtrado, não contém conservantes e é 100% natural, sendo conhecido por ser o adoçante mais sustentável do mundo. Apesar de ter a mesma quantidade de calorias que o açúcar comum, esta alternativa contém nutrientes como ferro, zinco, cálcio e potássio. Tem um baixo índice glicémico e, por isso, é metabolizado de forma suave pelo organismo, sem elevação brusca dos níveis de glicose no sangue que trazem consequências diversas para o equilíbrio do metabolismo, tais como ganho de peso, envelhecimento precoce, diminuição da eficiência da imunidade corporal, desgaste do pâncreas, resistência à insulina e pré-diabetes.

Açúcar demerara
É um açúcar não refinado, ou seja, é produzido de forma simples com o objetivo de manter – em vez de retirar, ao refinar – o melaço natural da cana do açúcar. É perfeito para adoçar o café e devido ao seu sabor rico e a sua textura crocante pode ser utilizado para confecionar biscoitos e crumbles. Perfeito para caramelizar em sobremesas como leite-creme. É uma boa opção para quem não se adapta ao sabor mais intenso do açúcar mascavo. 

Açúcar mascavo
O açúcar mascavo é mais escuro, marrom ou dourado, exatamente porque ainda não perdeu o melaço da cana onde vivem quantidades significativas de cálcio, ferro, potássio e magnésio. Considera-se semirefinado, ou seja, uma versão mais integral dos cristais de açúcar de cana e, por isso, preserva ainda vitaminas e minerais que no branco e no demerara já não existem. Quanto mais escuro o açúcar, mais vitaminas e minerais tem. Mesmo sendo calórico, vale a pena a troca com moderação.

Agave
Apesar de ainda ser pouco consumido devido ao seu custo mais elevado, o xarope é extraído do néctar de um cato para gerar um adoçante orgânico e natural. Também tem baixo índice glicémico e pode ser usado em menor quantidade que o açúcar branco refinado.

Mel
O mel é um dos produtos alimentares mais antigos do mundo. Ele contém frutose e glicose, água, minerais, vitaminas, antioxidantes, pólen, enzimas e um pouco de proteína. É uma das melhores opções para quem quer trocar o açúcar refinado por um produto mais saudável, mas sempre com moderação, uma vez que é bastante calórico.

Melaço
O melaço é um líquido escuro e doce com uma consistência pegajosa e similar à de um xarope. É um subproduto líquido da cana-de-açúcar, extraído durante o processo de refinação. Contém vitaminas, minerais e antioxidantes, sendo uma alternativa mais saudável do que o açúcar refinado, mas ainda é uma forma de açúcar e não deve ser consumida em excesso.

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