É UMA PRÁTICA ANTIGA E COMUM EM MUITAS CULTURAS E RELIGIÕES, MAS ESTÁ LONGE DE SER CONSENSUAL ENTRE OS ESPECIALISTAS. SEGUNDO VÁRIOS ESTUDOS, FAZER JEJUM TOTAL OU INTERMITENTE É A MELHOR FORMA DE ACELERAR O METABOLISMO E PERDER PESO. POLÉMICAS À PARTE, CONHEÇA O CONCEITO.

23.07.2018 por Célia Figueiredo

Até aqui a regra para manter um peso equilibrado, era tomar um bom pequeno almoço (por ser a refeição mais importante do dia) e comer de três em três horas. Agora, segundo vários estudos, fazer jejum é a melhor forma de perder peso. Esta prática ancestral e presente até aos dias de hoje em várias culturas e religiões, está a ganhar cada vez mais adeptos em todo o mundo. Os primeiros estudos sobre esta estratégia de emagrecimento surgiram em 1998, mas apenas recentemente têm sido divulgados, devido ao aumento da procura de informação.

Existem diferentes formas de aplicar o jejum e não está estabelecido um padrão a ser seguido, pois o que importa é que haja um período de redução da ingestão de comida, total ou parcialmente.

Segundo os especialistas nesta matéria, depois de 12 horas de jejum, por exemplo, o organismo consome o excesso de hidratos de carbono, e começa a queimar a gordura armazenada. Desta forma, é possível eliminar alguns quilos a mais. A explicação dos defensores desta prática, é a de que alguns dos nossos genes são modificados durante o jejum, podendo levar a adaptações tanto no desenvolvimento cognitivo quanto no estado de alerta. Dizem os mais entendidos, que entre as alterações metabólicas possíveis, estão o controlo da fome e da saciedade, e uma maior oxidação da gordura com a diminuição do colesterol LDL, o chamado “mau” colesterol.

Para os mais corajosos que querem fazer o jejum total, essa interrupção deve ser programada por um tempo determinado. Por exemplo, em cada semana deve estipular um ou dois dias para fazer o jejum e não ingerir alimentos.

Há quem opte por não fazer jejum total e faça jejum intermitente, que deve durar entre 12 a 16 horas ou mais. Durante este período apenas é permitida a ingestão de água, café ou chá (sem açúcar ou adoçantes) para hidratar o organismo. Estudos direcionados para a eficácia do jejum intermitente, indicam que com este método é possível acelerar o metabolismo e a consequente queima de gorduras e calorias.

Outra informação importante a reter, é que depois de terminar o jejum, deve manter uma alimentação saudável e pouco calórica. Se depois de 16 horas sem comer, for a correr comer uma pizza com extra queijo, garantimos-lhe que não vai ver qualquer tipo de resultado.

Adepto ou não deste método importa lembrar que não existem milagres no que toca à perda de peso e se quiser experimentar esta prática deve consultar o seu médico. Essencial é manter uma dieta equilibrada e praticar exercício físico regular.

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